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  • Felipe Gaspar

Solidariedade e política para além da pandemia

A pandemia de coronavírus fez crescer em muitas pessoas o sentimento solidário. Ao contrário de certos empresários, figurões da mídia, escória do capitalismo nacional, que falam na economia sem se preocupar com a saúde dos trabalhadores, um grande número de pessoas está mobilizada para atender as demandas das parcelas mais humildes e necessitadas da sociedade. Esse pessoal está distribuindo cestas básicas, alimentos, doações; com os devidos cuidados para evitar a disseminação do coronavírus.

É necessário que essas mobilizações se transformem em correntes solidárias após a pandemia. Com as coisas minimamente estabilizadas, essas correntes precisam pressionar os atores políticos para transformar a realidade. Transformar no sentido de, através da política, realizar reformas sociais que há muito são necessárias: reforma urbana, reforma agrária, melhorar o acesso dessas pessoas a educação e ao saneamento básico.

Solidariedade apenas em momentos de crise é importante. Contudo, se o ato solidário se resume apenas em fazer doações em momentos oportunos sem criar condições para a transformação da realidade social, é pura demagogia e egoísmo, serve apenas para a satisfação do ego e criar para a pessoa a sensação de “já fiz minhas doações, agora posso dormir sossegado”.

É preciso pensar para além disso. Sabemos que a realidade é miserável em certos lugares, e para isso medidas mais práticas precisam ser tomadas de pressa. Porém, não se pode abrir mão de pensar para além dessas situações de crise. É preciso pensar em transformações efetivas para as realidades de muitas pessoas.

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